Dia Internacional do Café: A Bebida Que Conecta o Mundo
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Dia Internacional do Café: A Bebida Que Conecta o Mundo

Consciência Café

Todo primeiro de outubro, o mundo para por um instante para celebrar algo que bilhões de pessoas fazem todos os dias: tomar café. O Dia Internacional do Café, oficializado pela Organização Internacional do Café (OIC) em 2015, é mais do que uma data comemorativa. É um lembrete de que por trás de cada xícara existe uma cadeia global que conecta produtores em países tropicais a consumidores em todos os continentes.

A História do Dia Internacional do Café

Antes da Data Oficial

Muito antes de 2015, diversos países já celebravam o café em datas próprias. O Japão comemorava em 1º de outubro desde 1983, escolhendo essa data porque marca o início da nova safra de café em muitos países produtores. Os Estados Unidos celebravam em 29 de setembro, a Etiópia em dezembro e o Brasil em 24 de maio, aniversário da chegada das primeiras mudas ao país.

A Unificação pela OIC

A Organização Internacional do Café, entidade intergovernamental fundada em 1963 que reúne países produtores e consumidores, decidiu unificar essas celebrações em uma data global. Em março de 2014, durante reunião em Londres, foi estabelecido que 1º de outubro seria o Dia Internacional do Café. A primeira celebração oficial aconteceu em Milão, Itália, em 2015, durante a Expo Milano, dedicada ao tema da alimentação.

O Propósito

Além de celebrar a bebida em si, a data foi criada com objetivos concretos: reconhecer o trabalho dos produtores de café, promover práticas sustentáveis de produção e comércio, e conscientizar os consumidores sobre os desafios da cadeia produtiva.

O Café em Números

Os números globais do café impressionam pela escala e revelam a importância econômica e social dessa bebida.

Produção

  • O mundo produz aproximadamente 170 milhões de sacas de 60 kg de café por ano
  • O Brasil lidera a produção mundial, responsável por cerca de um terço do total global
  • Vietnã é o segundo maior produtor, seguido por Colômbia, Indonésia e Etiópia
  • Mais de 70 países cultivam café, todos localizados na faixa tropical entre os trópicos de Câncer e Capricórnio

Consumo

  • Estima-se que mais de 2 bilhões de xícaras de café são consumidas diariamente no mundo
  • A Finlândia lidera o consumo per capita, com aproximadamente 12 kg por pessoa por ano, quase o triplo da média brasileira
  • Os países nórdicos em geral (Noruega, Islândia, Dinamarca, Suécia) estão entre os maiores consumidores per capita
  • Os Estados Unidos são o maior mercado consumidor em volume total
  • O Brasil, apesar de ser o maior produtor, ocupa a décima quarta posição em consumo per capita

Impacto Econômico e Social

  • A cadeia global do café emprega mais de 125 milhões de pessoas, desde agricultores até baristas
  • O comércio internacional de café movimenta mais de 100 bilhões de dólares por ano
  • Em muitos países produtores, o café é a principal fonte de renda para comunidades rurais inteiras
  • Cerca de 80% do café mundial é produzido por pequenos agricultores com propriedades de menos de 10 hectares

Curiosidades Que Você Talvez Não Saiba

Finlândia: A Capital Mundial do Café

É surpreendente que o maior consumo per capita de café não esteja no Brasil ou na Itália, mas na Finlândia. Os finlandeses consomem em média quatro a cinco xícaras por dia. O consumo de café é tão arraigado na cultura finlandesa que o “kahvitauko”, a pausa para o café, é um direito garantido por lei nas relações trabalhistas. O clima frio e os longos invernos escuros certamente contribuem, mas a tradição vai além do clima: o café é o centro da vida social finlandesa.

A Origem Etíope

Segundo a lenda mais popular, o café foi descoberto por um pastor de cabras chamado Kaldi na Etiópia, por volta do século IX. Ele notou que suas cabras ficavam mais energéticas após comer os frutos de uma certa árvore. Embora a veracidade histórica seja debatida, a Etiópia é de fato o berço biológico do café Arábica, e até hoje abriga uma diversidade genética de café selvagem que não existe em nenhum outro lugar do planeta.

O Café e as Revoluções

Os cafés, como espaços físicos, tiveram papel fundamental em movimentos intelectuais e políticos. Os cafés de Paris foram centros de debate durante o Iluminismo e a Revolução Francesa. Em Londres, os “coffeehouses” do século XVII eram chamados de “penny universities” porque por um penny se comprava um café e acesso a conversas intelectuais. No Brasil, a Cafeteria Colombo no Rio de Janeiro foi ponto de encontro de artistas e intelectuais que moldaram a cultura brasileira.

Da Segunda para a Terceira Onda

A história recente do café é dividida em “ondas”. A primeira onda, do século XIX até meados do século XX, democratizou o consumo com café solúvel e industrializado. A segunda onda, liderada por grandes redes de cafeterias a partir dos anos 1990, transformou o café em experiência social. A terceira onda, que vivemos agora, trata o café como produto artesanal, valorizando origem, variedade, processamento e preparo.

O Café na Tríplice Fronteira

Foz do Iguaçu ocupa uma posição única no mapa do café. Na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, três culturas cafeeiras se encontram:

  • Brasil: o maior produtor mundial, com uma cultura de café coado tradicional que evolui rapidamente para cafés especiais
  • Argentina: onde o “cafecito” é ritual social sagrado, bebido a qualquer hora, muitas vezes como espresso curto com muita conversa
  • Paraguai: onde o café se mistura com a cultura do tereré e do mate, criando uma relação única entre bebidas quentes e frias

No Consciência Café, recebemos visitantes dessas três culturas diariamente, e é fascinante ver como cada pessoa traz sua própria relação com o café. Um brasileiro pede um coado, um argentino um cortado, um paraguaio experimenta algo novo. Essa diversidade é o que torna nosso espaço especialmente rico.

Como Celebrar o Dia Internacional do Café

Você não precisa esperar 1º de outubro para celebrar o café, mas a data é um ótimo pretexto para fazer algo diferente:

  • Experimente um café de origem diferente: se você sempre bebe café brasileiro, prove um colombiano ou etíope
  • Mude o método de preparo: se usa cafeteira elétrica, experimente um coado manual ou uma prensa francesa
  • Visite uma cafeteria de especialidade: aproveite para conversar com o barista e aprender sobre o café que está bebendo
  • Pesquise sobre o produtor: muitos cafés especiais trazem informações sobre a fazenda e o produtor, uma forma de reconhecer quem trabalha para que sua xícara exista
  • Compartilhe um café: a melhor forma de celebrar uma bebida que conecta pessoas é, justamente, compartilhá-la com alguém

Programação Especial no Consciência

Para celebrar o Dia Internacional do Café, o Consciência Café prepara uma programação especial:

  • Degustação guiada de cafés de diferentes origens e processamentos
  • Descontos especiais em métodos filtrados para quem quiser explorar novos sabores
  • Bate-papo com nossos baristas sobre a cadeia produtiva do café
  • Surpresas para os clientes que nos visitarem no dia 1º de outubro

Venha ao Consciência Café no dia 1º de outubro e celebre conosco a bebida que conecta o mundo. Da Etiópia a Foz do Iguaçu, cada xícara conta uma história, e queremos contar a próxima com você.

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